quarta-feira, 17 de Junho de 2009

No barco...

Na manhã do quinto dia, começámos o percurso de cerca de 313 km que nos separavam de Luang Prabang.

Neste primeiro dia, muito enevoado, esperavam-nos cerca de 150 km até Pak Beng.



A uma velocidade muito lenta...mas que nos soube lindamente.

Para apreciar a paisagem.
Para dormitar.
Para ler. Como fazem aqui a Claire, australiana, e a Klara.


Numas esteiras no chão.


Até para jogar às cartas.




O barco, alugado só para nós, era um pequeno luxo.
Era gerido por uma família, proprietária do mesmo, composta por pai (que conduzia o barco), mãe (que tratava das lides domésticas), três filhos (dois rapazes e uma menina) e avó.

Viviam no barco e tinham um espaço próprio na popa.

Como é óbvio e por se tratar de espaço reservado, seria rude e de muito má educação não só espreitar como entrar - ou tentar fazê-lo -, do que nos avisaram.

Vá; só dou uma hipótese! Quem tratou de entrar nesse espaço e disse que confundiu a porta da casa com a da casa de banho...???

A Rakhee, pois claro!!!



Como é bom de ver, o Mekong estava à altura da copa das árvores.



Algumas das quais semi ou totalmente submersas pelas águas.





Muitos búfalos de água avistamos pelo caminho...




...tal como as típicas hill-tribes, na sua maioria da etnia Hmong.



terça-feira, 16 de Junho de 2009

Huay Xai

A cidade - bom, chamar 'cidade' àquele amontoado singular de casas é, no mínimo, abusar do conceito...! - foi, durante o período da Guerra, um dos maiores centros de produção de ópio para os americanos.
Agora é apenas e tão-só um movimentado poiso para uma noite de espera entre a travessia da fronteira Tailândia-Laos e o embarque no slow boat, via Mekong, com destino a Luang Prabang.



E cá estão alguns dos slow boats.
E olhem que, quando se fala em slow, é mesmo mesmo devagar devagarinhooooo...


Onde não podia faltar, como sempre, a parabólica, esse elemento essencial da vida quotidiana dos asiáticos em geral. :))
O que seria da vida deles sem a telenovela tailandesa...???


Tal como os vasos.
Vá onde se for, seja em casas, em barracos ou em barcos (e não se esgotam por aqui, nem de perto nem de longe, os inusitados locais onde as gentes daqueles lados conseguem enfiar vasos e mais vasos), há sempre vasos e mais vasos e mais vasos.

Sempre bem verdinhos e com plantinhas muito bem cuidadas.



E não há aventura como ir na época das monções.

Com as chuvas, os portos que existiam desapareceram sob vários metros de águas barrentas e tivemos que desembarcar nos lamaçais que se apoderaram das encostas que rodeavam o Mekong.

E o equilíbrio em cima de tabuinhas de madeira que deslizavam na lama é um desporto muito em voga no Mekong, nesta época do ano.
Uma espécie de mudsurfing... :))



E adivinhe-se lá quem conseguiu aterrar a pés juntos na poça de lama mais próxima do barco...a princesinha indiana, pois!

Que se pôs a gritar e a baloiçar para a frente e para trás, com o peso da mochila, perante os risos dos locais!!!


Sim, que se há coisa impressionante no Laos é a facilidade com que se consegue arrancar um sorriso sincero a qualquer local, seja ele adulto, criança, idoso, homem ou mulher...!

São o povo mais relaxado, mais calmo, mais pacífico, mais simpático e mais bem-disposto que eu já tive a oportunidade de conhecer.

E as crianças, então...!









Depois de deixar a mochila na guesthouse, foi altura de explorar a cidadezinha.


Com a sua rua principal.


O mercado.
Onde ninguém se atreveu a provar as iguarias locais.








Sempre com o Mekong à vista.


E o insólito à espreita.


E o enxame de parabólicas, quase maiores que as casas.





O aproveitamento de todos os espaços para tratar das lides da casa e da produção de alimentos.


E o templo, lá no cimo, bem sobranceiro ao Mekong e à cidade.











Pela primeira vez, assisti ao costume que os locais têm de, ao fim do dia, se banharem na rua, no exterior das suas casas.
Eles, em calções; elas, em camisa de noite, debaixo de chuveiros improvisados na parede das casas.
E os meninos e as meninas, sentados em alguidares.
É um costume delicioso, até porque os locais se divertem como crianças no banho.
E é visto como um dos grandes momentos quotidianos em família.
Por isso mesmo, é considerado absolutamente rude, mal-educado e inadmissível fotografar estas ocasiões.
Razão pela qual não o fiz, por respeito.
Mas que, mais uma vez, a princesinha indiana não conseguiu respeitar. E que lhe valeu olhares furiosos não só dos locais como dos que se reduziram ao respeito pelos costumes alheios.

sábado, 25 de Abril de 2009

E eis-nos chegados às margens do Mekong

Se houve cena engraçada - e imprópria para cardíacos! - foi a de algumas criaturas da nossa trupe a tentar saltar do pontão enlameado e lodoso para dentro de um bote a motor que nos fez passar da Tailândia para esse belo país que é o Laos.


A princesinha indiana, então...foi um fartote de riso ver a criaturinha desengonçada a fazer balouçar perigosamente o barco onde ia entrar, especialmente depois de ter 'atascado' o dito com a quantidade de malas que os seus aios improvisados de momento e a troco de algumas moedas para lá carregaram.


Na primeira fronteira terrestre que atravessámos, foi altura de tirar o visto, cambiar algum dinheiro e prosseguir viagem, desta feita de minibus.








De cujo interior, em andamento, aproveitei para tirar estas fotografias dos meus primeiros arrozais desta viagem.

Até Huay Xai, foi um longo desfilar de paisagens similares a esta, que me encheram os olhos de verde.

Nessa cidade, capital da província de Bokeo, ficámos alojados na Arimid Guesthouse, que consistia num conjunto pitoresco e muito simples, com acomodações muito básicas mas confortável q.b., de bungalows em madeira.

E transposta a fronteira Tailândia-Laos, o nosso tour leader decidiu misturar novamente as pessoas com quem cada um dividia o seu quarto. E tive a sorte de ficar com a outra única europeia continental, a suíça de ascendência checa, a Klara, sem saber, nessa altura, que este viria a ser, como diria o Rick de 'Casablanca', 'o princípio de uma bela amizade'.


Claro que, como mais tarde verificámos, começou aqui a bela saga zoológica da nossa viagem.

Desde que eu e Klara passámos a dividir o quarto, tivemos sempre 'visitas zoo' aos nossos aposentos: desta feita, mal arrastei a mochila que tinha pousado aos pés da cama, para tirar uma t-shirt lavada, ouvi um coaxar abafado.

E lá estava ele: um sapinho colorido!
Que tive de correr do quarto à chinelada, porque o gajo não queria sair de onde estava...devia estar aconchegadinho, pudera!!!

Entre risadas minhas e da Klara, que foram abafadas pelo 'chuveirinho' diário de meia hora que ainda não tinha acabado quando deixámos o quarto para ir jantar, de impermeável e lanterna em riste.
Sim, que por aquelas bandas iluminação pública é grupo...e a privada, acaba-se bem cedo, para poupar o gerador!!!


domingo, 29 de Março de 2009

A caminho do Laos

Ao quarto dia, saímos de Chiang Mai pela manhã, em duas minivans.
Em direcção à fronteira com o Laos.


Mesmo antes da hora do almoço, chegámos a Chiang Rai.
E parámos junto a um tascoso de beira de estrada. Onde se comeu um pad thai muito bom.

E do outro lado da estrada, mesmo sem contarmos, estava este templo.
Que valeu a pena visitar sob o calor tórrido do meio-dia.


O templo chama-se Wat Rong Khun e é fruto da imaginação do artista contemporâneo Chalermchai Kositpipat.



Como se pode ver, é absolutamente grandioso.


E trata-se apenas de uma pequena parte - em construção - daquilo que virá a ser, quando pronto.


Prova disso são os andaimes que aqui e acolá se encontram.


Um pormenor interessante.


Daquilo que virá a ser um conjunto de nove edifícios.



Cuja construção começou em 1998 e era suposto ter terminado em 2008.

Mas, pronto, parece que as obras no Norte da Tailândia e aqui neste cantinho à beira-mar plantado não diferem muito, no que toca a derrapagens de prazos e de verbas!

Enfim...mas tudo em nome de Buda!


Mas não haja dúvida de que os visionary environments do artista foram extremamente inspirados!

Ao entrar no praying hall, dava-se de caras com uma parede pintada em cores vivas e que representava o Bem, com uma enorme imagem central de Buda, que dominava a dita parede e à frente da qual se encontrava um monge budista em oração, de face voltada para os crentes ou visitantes que ali se recolhiam. A Deus ou do calor...

Mas, ao sair, tive de controlar as lágrimas de riso que me alagavam os olhos.
É que a parede que envolvia a porta e que supostamente representava o Mal, tinha pintado em cores fortes um dragão gigantesco, sendo que um dos olhos do bicho era o Bin Laden (em pessoa!) e, além das naves espaciais do Star Wars, das mini-saias e do logótipo da Coca-Cola, também lá estava o Keanu Reeves, vestido de Neo, com os cabedais e os óculos escuros a rigor, como no Matrix...!!!

Que pena tive de não se poder tirar fotografias...!













Mas lá que valeu a pena, valeu!!!

sábado, 7 de Fevereiro de 2009

E comer ursos em Chiang Mai...?


Ainda que sejam de arroz... :))
E a acompanhar um delicioso ensopado de legumes...

Ao terceiro dia, ainda o jantar era em grupo mas, muito em breve, haveria cisões.

De qualquer modo, o jantar foi muito giro, ao ar livre, numa praça onde tivemos direito a banda sonora - uma que seria fantástica se tivéssemos sido teletransportados para os anos 70 e a senhora que cantasse tivesse alguma noção básica de afinação... Ora, como esse não era o caso, foram engraçados os sorrisos cúmplices e as gargalhadas quando acertávamos na música-pesadelo que se seguia!

E foi nesta cidade pequena que, perdendo a timidez e o receio que nos aplacavam a curiosidade em Banguecoque e depois de umas breves compras no local night bazaar, que eu e a Klara (a companheira de viagem suíça, de ascendência checa, com quem tinha trocado apenas algumas palavras) decidimos aventurar-nos a experimentar a massagem tailandesa.E foi uma experiência e tanto!

Para começar, porque a negociação do preço da dita massagem foi uma piada só: as senhoras disseram um preço e nós achámos tão barato que aceitámos sem regatear - regra proibida n.º 1, em terras orientais.

Depois, porque nos deram umas túnicas e umas calças de um tecido muito leve e a cheirar a lavado (sim, disso nós certificámo-nos várias vezes!!!), para vestirmos e, como estávamos algo expectantes, eu e a Klara decidimos não correr o cortinado que separava os nossos colchões.

A seguir, as senhoras começaram a fazer as massagens, muito relaxantes por sinal...tão relaxantes que a cliente que estava do outro lado do cortinado ficou tão relaxada que começou a ressonar como se não houvesse amanhã!!!

Quando começou a 'música do ressonar', eu e a Klara entreabrimos os olhos no mesmo momento, para verificarmos que não era uma de nós que dormia, o que nos fez desatar a rir às gargalhadas, perante o olhar cúmplice das nossas massagistas.

Em conclusão, devo dizer que a massagem tailandesa é uma experiência que vale bem a pena, pelo efeito relaxante que teve em mim...nessa noite, dormi impecável e profundamente!

sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

Ainda ao terceiro dia...

mas já depois de um retemperador banho pós-bamboo rafting, partimos à descoberta do templo Doi Suthep.






Doi Suthep data de 1383 e é o mais famoso de entre os não pouco numerosos templos de Chiang Mai.

Uma das características mais interessantes deste templo, que depois redescobri em diversas variantes viagem afora, é o início da escadaria - neste caso, de mais de 300 degraus - que nos conduz ao refúgio espiritual propriamente dito.

O início é constituído por duas magníficas e gigantescas estátuas de uma serpente, de cuja boca saem sete outras serpentes, que ladeiam a escadaria, e cujo corpo, servindo de forma ao corrimão, se estende degraus acima.

Os ladrilhos brilhantes e coloridos de que são feitas as estátuas são absolutamente hipnotizantes. Lindos mesmo!







E, depois de 12 km a escalar a montanha, situada a noroeste da cidade, em ritmo de montanha-russa - mas felizmente de autocarro! - e de subir os mais de 300 degraus que aqui vos deixo, chegámos ao topo.


E, num fim de tarde quente, abafado e húmido, depois do 'chuveirinho-de-nuvens' diário que durava precisamente uma meia hora, a vista de lá de cima era esta.



De acordo com a história, o monge retratado na estátua foi o fundador do templo em questão. Sendo certo que, não obstante ter ficado para a posteridade com um abanador de fogareiro na mão, devia ter sido uma figura religiosa muito proeminente na época...



Reza a lenda que o local para erigir o templo foi escolhido de uma forma peculiar: depois de colocada uma relíquia de Buda no dorso de um elefante, este vagueou e deambulou pela montanha até chegar a um ponto onde parou, deu várias voltas em círculo, ergueu a tromba e assinalou ruidosamente que aquele era o auspicioso espaço onde deveria ser construído o templo.

E, sim, o elefante era branco!!!



E parece que foi neste local - precisamente neste local, como diria o Professor José Hermano Saraiva, em voz nasalada e agitando as mãozinhas de forma característica! - que os monges decidiram erguer a belíssima stupa dourada, agora em processo de restauro.



O silêncio que se fez entre nós no momento em que deram as badaladas das 18 horas e começámos a ouvir os cânticos dos monges foi uma experiência que nunca esquecerei.

Tal como assistir às orações dos monges, nesse mesmo silêncio cúmplice.



Ainda que esboçando um sorriso com cenas inusitadas como esta, que consegui captar...




Mas único único - e inesquecível! - foi o momento em que um dos monges budistas que se encontrava nesta sala em oração nos abençoou e, depois de benzer umas pulseiras entrelaçadas brancas, atirou delicadamente uma a cada um de nós.

Significavam os votos de uma boa viagem e de um seguro regresso a casa.Votos esses que foram atados em nós nos pulsos dos rapazes pelo próprio monge e, nos pulsos das raparigas, pela nossa guia local, uma vez que é vedado aos monges tocar nas mulheres.



No pátio central do templo, encontram-se estas imagens douradas de Buda, correspondendo cada um desses Budas a um dos dias da semana.







O Buda do dia da semana em que nasci - uma quinta-feira - é o Buda da Meditação. O que está acima sentado, a meditar, pois claro!






Aqui, um Buda deliciosamente colorido...e abrigado debaixo de uma árvore centenária.
Que não resisti a fotografar.





Mais um belo exemplar da arquitectura muito própria e muito colorida destes templos.



Com os tradicionais sinos, utilizados para assinalar momentos como avisar os fiéis do momento, ao nascer do sol, em que os monges deixam o templo para recolherem oferendas de comida. Para dar tempo e oportunidade aos fiéis de se prepararem para essa cerimónia.



Como é óbvio e perante a tabuletazinha que solicitava aos turistas que não tocassem nos sinos, quase todos mantivemos o respeito que nos inspirava o local.E digo quase todos porque a princesinha-anglo-indiana-mimada-e-absolutamente-malcriada-para-todos-em-geral-e-para-os-nativos-em-particular, não obstante os dizeres da tabuleta estarem escritos num inglês perfeito, achou por bem tocar em todos (mas literalmente TODOS!) os sinos e que não cabem todos na fotografia...

Bem podem imaginar a chinfrineira...e o misto de vergonha por ela e de vontade de lhe assentar meia dúzia de sarrafos bem dados - como mandava, aliás, a etiqueta! -, que se sentiu no ar!!!


Enfim, mas nem isso conseguiu estragar a beleza do momento...e ainda bem!






Confesso que o colorido da estatuária e da arquitectura me fascinou, fascínio esse que se não desvaneceu ao longo da viagem pela Indochina.

Acho que associo intimamente esse colorido à alegria e à simpatia daquelas gentes, de que tanto gostei e passei a admirar!

quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Chegados a Chiang Mai


Fomos tomar um óptimo pequeno-almoço...uns, com café com leite, pão, cereais e fruta e, outros, logo a enfardar sopa com noodles e a beber diet coke como prato principal - e único! - da dita refeição! Mas era a biodiversidade que começava a vir ao de cima entre europeias continentais, por um lado, e europeus insulares, americanos e australianos, por outro...

Mas, a bem dizer que estávamos mesmo precisados de um bom pequeno-almoço.

Não só por causa das 14 horas de viagem de comboio.
Como também por aquilo que nos esperava.



Mesmo antes de chegarmos ao recinto dos elefantes, fomos comprar alguns cachos de bananas e cana-de-açúcar. Na altura, não percebi muito bem a que se destinavam mas estranhei que fôssemos comer bananas tão verdes...





Afinal, as bananas e as canas de açúcar eram para os paquidermes!


E que gulosos eram eles: quando estava a subir as escadas de uma plataforma em madeira para conseguir sentar-me numa daquelas cadeirinhas que cada elefante tinha, levava um cacho de bananas na mão e, perante as gargalhadas e os disparos das câmaras fotográficas, o meu Eli abocanhou o dito cacho de uma só vez enquanto eu me encolhia e fazia caretas receosas...




Durante o passeio, não foram raras as vezes que os elefantes paravam e dedicavam alguns segundos a puxar, com as suas trombas, compridas tranches de lianas, heras e outras ervas, que iam mastigando ao longo do caminho.




Aqui, um dos momentos em que, tendo-se já esgotado o stock de bananas e cana-de-açúcar, o Eli foi apenas agraciado com uma festa da australiana que ia pendurada entre as suas orelhas.



Prosseguindo em fila indiana, muito embora os elefantes fossem asiáticos...






A certa altura, o Eli estava tão mas tão guloso, que demorou tempo demais na sua comezaina desmedida de heras. Ao ponto de a corda que nos prendia ao primo da frente ter esticado esticado esticado esticado tanto, que se soltou..






....mas foram apenas alguns momentos à deriva.



E tudo regressou à normalidade, em ritmo de passeio sossegado.



A não ser, talvez...quando me debrucei destemidamente da cadeira onde estava sentada, para fotografar mais uma das investidas gastronómicas do esfomeado Eli e quase acabei de cabeça no chão! :)




Mas fiquei satisfeita com o resultado.

Já com o resultado do bamboo rafting que se seguiu à aventura paquidérmica, não fiquei assim tão animada...é que essa coisa de viajar, rio abaixo, com o traseiro alapado em cinco juncos de dois metros de comprimento, atados uns aos outros com fitas de borracha extraídas de pneus inutilizados, pode ser muito típica...mas deixa-nos empapadas em água barrenta da cabeça aos pés!

Especialmente se o artista que conduz a jangada utilizar o junco que serve de remo para descaradamente bater na água e, de propósito, encharcar as miúdas, sempre ao som de risinhos idiotas e piadinhas sarcásticas numa língua de que não percebíamos peva...!
Enfim, aventuras ao terceiro dia...